segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Falta de praticidade!

As coisas estavam ficando assim:





Até que um dia, em meio a pressa, correria e necessidade de urgência do dia-a-dia, eu dei um basta nisso tudo e as coisas passaram a ficar assim:








Somos completamente re-adaptáveis.
Só é necessário um pouco de paciência.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Tem coisas que só você faz

A vida muda.
Ela gira, e isso é fato.
Tem como parceira uma senhora chamada Mudança.

A Mudança é pouco educada. Do tipo que chega sem avisar, não pede licença pra entrar e se instala sem qualquer convite, necessidade ou desejo prévio de que ela permaneça ali.

Essa atrevida faz parte da vida.
Ás vezes incomoda, outras nos acomoda.


Lembro de ter tipo empregada aqui em casa apenas uma vez. E a gente era muleque ainda.
A Verônica era uma espécie de Babá. Era ela quem cuidava da gente quando meus pais se ausentavam e foi também quem ensinou eu - que demorei pra aprender - e meus irmãos a fazer bolinha com chicletes. Acho que a minha mãe nem gostou disso.
Foi a mãe da Verônica, Dona Maria, que a trouxe pra nossa casa. Dona Maria lavava roupa, como ainda faz até hoje. Não aqui, mas sei que o faz. É viva, tá forte e continua pegando firme no batente mesmo depois dos 60.

Hoje quem lava as roupas e, devido às mudanças da vida, cuida também da casa é a Neucina.

Eu não sei o que se passa. Acredito que a gente é parte do meio em que vivemos. O que é natural pra mim pode soar estranho pra você. As minhas referências não são as suas e o que eu gostaria pode não ser o que você está disposto a fazer por mim.

A gente paga ela pra arrumar a casa e cozinhar. Pagamos bem e ela, como sempre foi, é tratada com dignidade aqui. Ela acha isso ai em baixo normal, eu não acho.




Eu esperei por 2 semanas. Observei... e ela não limpou o fogão. Ontem eu pedi, por favor, pra ela fazer isso. Dai ela passou um paninho por cima, pra tirar o "excesso".

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Eita!!!

É de um trailler que fica na praça principal da cidade.
Já vi essa placa várias vezes...


Cada dia escrita de uma forma diferente.
Nunca da maneira correta.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Frescura!?

Não, nem tem tanto a ver com feminilidade ou viadagem. Talvez eu seja enjoada com algumas coisas. Coisas que pra mim tem uma relevância grande e pra outras pessoas não.
Gosto de rituais e acredito que já que é pra fazer que se faça bem feito. Beijo pra mim tem hora sim. Não dá pra acordar e lançar aquele beijo com bafo de boca dormida e introduzir na boca alheia uma língua com temperatura que de tão elevada chega a ser broxante. Beijo bom, além daquela sintonia perfeita entre os lábios e movimentos, é 78% hálito puro e refrescante. E pra isso vale tudo. Desde abusar dos fios a quase destruir a mucosa com Listerine.


É, tem coisa que não dá pra mudar.

Outra coisa é que eu tenho lá culpa de ter olfato apurado?
Tem que ter cheirinho bom sim.
Só de sentir - ou lembrar - do perfume daquele cangote danado as borboletas já fazem festa no meu estômago. “quando você passa eu sinto o seu cheiro” e vou atrás mesmo... e eu me rendo.

Frescura!?
Sim! Com todo o prazer.

domingo, 10 de agosto de 2008

Sobre isso aqui

Tenho a terrível mania de querer dar título pras coisas antes de escrevê-las. Foi assim com o blog e tem sido com tudo. Eu cismei que precisava de um nome forte e que sem ele não dava pra sequer postar. É, "velha novidade" não é forte, nem criativo. Mas tem a ver. Criar um blog não é novidade, eu ter um sim.

Eu vou escrever que é pra eu não explodir.
Isso vai ter cara de diário, talvez eu faça apenas comentários. Se der vontade de escrever poesia vai ter também. Letras de músicas sem dúvida... o fato é que eu resolvi escrever.

Haverá agora uma velha novidade pra mim.

domingo, 1 de junho de 2008

Da proximidade um fio a mais de sensibilidade

Passa! E às vezes, em meio a tantos compromissos, tantas obrigações e desejos obstinados de sobrevivência, superação... nem da sua própria passagem nos damos conta.

Seu sentido a gente descobre sim.
Mas é cômodo permanecer no erro.
Ninguém vai te cobrar, as pessoas quase sempre são "cordiais", ousam uma falsa gentileza e sorriso, principalmente os tais "amerelo social". Esses sempre hão de dar... Cordiais, gentis e sorridentes de forma insuficiente. E é justamente ai que desperta. Desperta sua vontade de sentir mais. Sua vontade do sentir pleno, do sentir bem, do sentir em parceria perfeita. Soam insuficientes diante do quando você é justamente o que deseja demonstrar. Quando sorrir se torna movimento involuntário estimulado por uma simples lembrança. Não se comparam a uma conversa suave, a um fluir levemente do assunto. De se conversar o que for e ainda assim na ausência daquela sensação muitas vezes inevitável de tempo perdido que nos toma sempre que a pergunta é "o que você faz?", "você trabalha?", ou "parece que vai chover!".
É... nem daria pra explicar.
As palavras não descrevem o que as ações... sim, do que as açõe perfeitamente expressam.
O olhar também entrega, um gesto desageitado mais ainda.
E da falta do que falar? O que dizer!?
É, são formas explicitas do que se sente... do que se sente sem rodeios.
O encotro perfeito, o presente ideal...
Como eu e você, ninguém mais - pra mim, ou de repente comigo - há de ser.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Detalhe

“Eu disse que não era inteligente. Estava só reparando como são as coisas e isso não é ser inteligente. É apenas ser observador. Ser inteligente é quando você vê como as coisas são e usa isso para fazer uma coisa nova”.

Christopher Boone, personagem de O estranho caso do cachorro morto, de Mark Haddon (Record)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Sobre impressões

Difícil é viver, se sentindo vivo, no sentido exato da palavra, sem que pra isso eu me sinta menos confortável por um "sim" dito no lugar de um "não"; por um sorriso que ao ser dado me faça sentir envergonhada por ser amarelo. Não um amarelo tártaro, mas amarelo falso, amarelo “social”.

Difícil é se dizer amada, se fazer de amada. Sabendo que amor... bom, amor não há.
E saber...
E fingir que há.

Difícil é ver seus dias passar, seus “amores” irem, seus “amigos” sumirem, sua popularidade te levar até diante de si. Diante de um espelho que lhe mostrará que disso, que de “tudo”, nada mais há. Nada mais há...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Atualizações Automáticas

Ter nascido na “década perdida”, além de engrossar as estatísticas dos nostálgicos de plantão (uma geraçãozinha enoooorme que cresceu assistindo ao Caverna do Dragão, Pantera Cor-de-Rosa, jogando Lego, Operação, que passou horas diante da Tv jogando Atari - horas essas que nem se comparam às realmente horas que os moleques de hoje passam diante do computator) faz eu sentir na pele o que "twentish" anos significam com o passar dos dias e, muito, mas muito mais do que isso, me sentir a perplexa diante das inumeras alterações de comportamento e costumes (quase que obrigatórios) que venho fazendo desde que coloquei na cabeça que a barriga de mamãe não era mais lugar pra mim.
Veja bem: marcar um encontro com qualquer amigo, seja pra fazer o que for, era coisa simples. Dizia-se "tal horas estarei em determinado lugar, ok?". E pronto. Era o suficiente. Não havia qualquer insegurança com relação a validade do combinado. Ninguém sentia necessidade de ligar pra confirmar, dar "toquinho" ou mandar mensagens pra, só pode, ter certeza de que o fulano não se esqueceu de mim. Mesmo porque telefone fixo nem era tão acessível e, naquele tempo, palavra dada era compromisso firmado.
Difícil hoje é você conseguir combinar de ir no barzinho da esquina sem que o seu celular não participe da transação, não protagonise o processo. Criou-se uma espécie de dependência. Há quem tenha crises histéricas ao perceber há apenas um mísero "pausinho" indicando o fim da bateria ou, em proporções muito maiores, quase morrer porque o danado ficou em casa ou foi roubado.

Mas mudando o foco, exitem coisas que só tendo passado pela década perdida pra viver:

  • Frequentar datilografia por meses pra fazer da máquina de escrever objeto de decoração (ok, eu sei que o método é o mesmo pra digitação)

  • Colecionar Vinil (ah não, chamar de "Long Play" é demais) pra agora lotar de poeira no cantinho mais obscuro da casa. E claro: hoje fazer questão de Cds originais e manter o mesmo tipo de coleção.
  • Filmar batizado, formatura e casamento pra dois anos depois ver todas as imagens distorcidas por fitas VHS.

  • E saber que mexer a bunda ou tirá-la do sofá era fácil pra quem precisava"rebobinar a fita" ou "virar o disco".
Portanto, permaneceremos em processo de atualizações automáticas e, seja pra bem ou pra mal, haverá sempre um "quê" de saudade.