Difícil é viver, se sentindo vivo, no sentido exato da palavra, sem que pra isso eu me sinta menos confortável por um "sim" dito no lugar de um "não"; por um sorriso que ao ser dado me faça sentir envergonhada por ser amarelo. Não um amarelo tártaro, mas amarelo falso, amarelo “social”.
Difícil é se dizer amada, se fazer de amada. Sabendo que amor... bom, amor não há.
E saber...
E fingir que há.
Difícil é ver seus dias passar, seus “amores” irem, seus “amigos” sumirem, sua popularidade te levar até diante de si. Diante de um espelho que lhe mostrará que disso, que de “tudo”, nada mais há. Nada mais há...
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